Trancado em seu castelo depois de matar a mulher e o amante, Carlo Gesualdo antecipou o expressionismo alemão. Tema para o cineasta alemão Werner Herzog
Carlo Gesualdo (1566-1613) foi um compositor italiano da Renascença, conhecido pelo uso de uma linguagem cromática que que só seria ouvida novamente no final do século 19. De origem nobre, herdou o título de Príncipe de Venosa (pequena cidade na província de Potenza, na região de Basilicata, sul da Itália) do irmão.
Carlo Gesualdo (1566-1613) foi um compositor italiano da Renascença, conhecido pelo uso de uma linguagem cromática que que só seria ouvida novamente no final do século 19. De origem nobre, herdou o título de Príncipe de Venosa (pequena cidade na província de Potenza, na região de Basilicata, sul da Itália) do irmão.
Em 1586 casou com
uma prima em primeiro grau, Dona Maria D’Avalos. Não demorou muito para descobrir estava sendo traído. O compositor fingiu que sairia em uma viagem para caçar e armou uma cilada para os amantes. Ao
voltar para o Palácio San Severo, em Nápoles, pegou a mulher e o amante em flagrante delito e matou os
dois, ali mesmo, ainda na cama.
Depois disso Gesulado passou o resto da vida trancado em seu castelo, que ainda existe, em escombros. Um tema para o diretor alemão Werner Herzog, que tem uma atração especial pelo bizarro. Gesualdo: Death for Five Voices (“Morte para cinco vozes”) é o nome do documentário que ele dirigiu em 1995.
Depois disso Gesulado passou o resto da vida trancado em seu castelo, que ainda existe, em escombros. Um tema para o diretor alemão Werner Herzog, que tem uma atração especial pelo bizarro. Gesualdo: Death for Five Voices (“Morte para cinco vozes”) é o nome do documentário que ele dirigiu em 1995.
O filme explora a música de
Gesulado, tão avançada para a época que alguns o consideram um precursor do
expressionismo alemão, seu castelo mal-assombrado onde viveu os últimos 16 anos
de sua vida, o assassinato da mulher e do amante. Os depoimentos são em
italiano, e a narração é no inglês inconfundível do próprio diretor.
O documentário, brilhante
como tudo que Herzog faz, está no YouTube e pode ser visto em https://www.youtube.com/watch?v=B6iaghGYSjc.
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